Julho: Senhora Sant’Ana, padroeira da Catedral

Queridos diocesanos. O mês de julho nos traz, todos os anos, dois importantes momentos para nossa Igreja diocesana: a festa de Sant’Ana, padroeira da nossa Igreja-Mãe (catedral), e o aniversário da Dedicação da mesma catedral, que aconteceu a 23 de julho de 2009.

Estejamos atentos que o aniversário da Dedicação da Catedral de uma diocese deve ser celebrado liturgicamente em todas as Paróquias, e este ano CAI NUM DOMINGO. Na própria Igreja Catedral, tem o grau de “solenidade”, nas outras paróquias é “festa”. Portanto, no dia 23 de julho, em todas as Igrejas da diocese, a Missa a ser celebrada será a do aniversário da Dedicação da Catedral (com Glória, Credo e Prefácio próprio da Dedicação); o Ofício da Liturgia das Horas (que os padres, diáconos e muitos religiosos rezam diariamente) neste dia também é especial.

Recordamos com carinho o ano de 2009 quando veio Dom Lorenzo Baldisseri, Núncio representante do Papa no Brasil, a presidir a solene dedicação de nossa Igreja-Mãe, recentemente concluída… Celebrarmos liturgicamente, em comunhão com a Catedral, é uma forma de nos mantermos todos bem unidos no sentido de comunidade diocesana, como uma grande família que sente amor pela sua “Igreja-Mãe”! Uma “comunidade samaritana” que sabe imitar o exemplo da Virgem Maria, e dos avós do Menino-Deus, Sant’Ana e São Joaquim.

Para quem não pôde estar presente à cerimônia em 2009, ou já não se lembra dos detalhes, recordo que a Dedicação de um templo consta de vários ritos muito belos, cheios de significado e simbolismo:

  1. a) Unção do altar e das paredes da igreja:

Em virtude da unção, o altar torna-se símbolo de Cristo, que é o “Ungido” por excelência, o Christós. A unção da igreja (doze cruzes nas paredes) recorda a visão do Apocalipse, a Jerusalém Celeste com doze colunas, que representam os doze Apóstolos do Cordeiro.

  1. b) O incenso é queimado sobre o altar, simbolizando o únioco sacrifício de Cristo, que sobe ao Pai como em cada Missa, e também exprime as orações do povo. Em seguida, incensa-se o Povo de Deus e todo o espaço da igreja, que pela dedicação se torna uma casa de oração (Rm 12,1).
  2. c) O altar é revestido com toalhas de linho e adornado, indicando tratar-se do lugar do sacrifício eucarístico e mesa do Senhor, onde os fiéis se reúnem com alegria para se saciarem com o divino alimento, o Corpo e o Sangue de Cristo imolado.
  3. d) Finalmente acontece a  iluminação do altar, seguida pela iluminação da igreja, lembrando-nos que Cristo é “a luz para a revelação das nações” (Lc 2,32); com sua claridade resplandece a Igreja e, através desta, toda a família humana.

Depois, o presidente da celebração e os concelebrantes beijam o Altar, símbolo de Cristo.

Como é bonita a liturgia de nossa Igreja, queridos diocesanos! Vamos, portanto, reviver esse momento histórico de nossa Catedral, celebrando no domingo 23 de julho – ao menos num horário de missa – o aniversário da Dedicação da Igreja-Mãe. Isso reforçará a convicção de fé: assim como a Paróquia deve ser uma comunidade formada de várias comunidades, assim também a Diocese é comunidade de comunidades, isto é, de Paróquias, todas unidas formando um só Povo de Deus, peregrino e missionário.

Além disso, quero convidar a todos para que rezem pelos nossos nove seminaristas Diáconos, que serão ordenados sacerdotes nas próximas semanas, começando já no dia 30 de julho com a Ordenação Sacerdotal do Wagner em Telêmaco Borba. Depois serão sacerdotes: o Álvaro (06 de agosto), o Edevaldo (dia 13/08), o Kléber (27/08), o Adevilson (17 de setembro) e o Daniel ( no início do Mes missionário, a 1º. de outubro).

Acompanhemo-los com nossas preces fervorosas nessa reta final.

A todos os diocesanos, minha bênçao e carinhoso abraço.

Dom Sergio Arthur Braschi.

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